Tulsa King”: a ascensão do mafioso fora de lugar que conquistou o público — e o que esperar da 4ª temporada
O mafioso fora da rota tradicional da máfia que virou fenômeno
Desde sua estreia, Tulsa King se tornou um dos maiores sucessos recentes do Paramount+, transformando Sylvester Stallone no improvável protagonista de uma narrativa sobre reinvenção, lealdade e criminalidade em pleno centro-sul dos Estados Unidos. Criada por Taylor Sheridan, a série combina drama criminal, humor afiado e personagens excêntricos, resultando em uma fórmula que captura tanto fãs de ação quanto espectadores de histórias de redenção e caos urbano.
Ao longo de três temporadas, Tulsa King evoluiu de uma premissa curiosa — um capo da máfia de Nova York exilado em Tulsa — para um universo sólido, com enredos múltiplos e uma construção inteligente do submundo criminal fora das “praças tradicionais” como Chicago, Nova York e Filadélfia.
A seguir, revisito as três temporadas já lançadas e antecipo o que podemos esperar da quarta.
1ª temporada – O nascimento de um novo império (2022)
A primeira temporada apresenta Dwight “The General” Manfredi, recém-saído de 25 anos de prisão e enviado a Tulsa como uma espécie de “missão de contenção”. O que era para ser um exílio se transforma rapidamente em um laboratório para a criação de um império alternativo da máfia.
Com carisma bruto, disciplina à moda antiga e uma surpreendente capacidade de adaptação, Dwight:
| monta um novo grupo criminal do zero;
| transforma um dispensário de maconha em sua primeira “base de operações”;
| enfrenta gangues locais e autoridades;
| e tenta reconstruir laços familiares destruídos pelo tempo.
A temporada encantou o público pelo contraste entre a violência calculada da máfia e o cenário provinciano de Tulsa, gerando situações de humor involuntário, choques culturais e muita ação.
2ª temporada – Expansão, retaliação e inimigos mais perigosos
A segunda temporada aprofunda as consequências do crescimento acelerado do império de Dwight. O General passa a enfrentar:
| rivais fortalecidos;
| tensões internas em seu próprio grupo;
| e um cerco crescente das autoridades federais.
É aqui que a série ganha mais densidade dramática: Dwight percebe que o passado sempre cobra seu preço, especialmente quando ele tenta equilibrar suas ambições com a tentativa de se aproximar da filha e construir algo que não seja apenas criminal.
A violência aumenta, mas também aumentam as alianças improváveis e o senso de comunidade — um dos traços mais curiosos da saga.
3ª temporada – O império sob ameaça (2024 / 2025)
A terceira temporada trouxe um clima de queda, conspiração e reorganização, abrindo espaço para tramas mais estratégicas e menos impulsivas.
Nesta fase, Dwight enfrenta:
| tentativas de golpe interno;
| uma nova organização criminosa mais sofisticada;
| e a necessidade de legitimar — ao menos parcialmente — seus negócios.
É também nessa temporada que a série explora de forma mais intensa a ideia de que, por mais que Dwight domine qualquer território que ocupe, o maior inimigo pode ser sempre a própria máfia de onde veio.
O final deixa um gancho claro para a expansão do universo: novas cidades, novas alianças e um Dwight mais calculista do que nunca.
4ª temporada — O que sabemos até agora
Embora ainda sem data oficial, tudo indica que a 4ª temporada de Tulsa King deve chegar entre o final de 2026 e o início de 2027, seguindo o ritmo de produção das temporadas anteriores e a agenda de Stallone.
Fontes internas da produção sugerem três caminhos prováveis:
1. Expansão para além de Tulsa
Há indícios de que Dwight pode levar seu império para outra região dos EUA, talvez algo mais próximo de sua antiga vida — Denver, St. Louis ou até Dallas são especulações fortes entre os fãs.
2. Confronto direto com a velha máfia
Os conflitos que vêm crescendo desde a segunda temporada podem culminar em uma guerra aberta entre Dwight e sua antiga família criminosa de Nova York.
3. A ascensão de novos aliados e vilões
Nomes já sugeridos pela produção indicam que novos personagens devem entrar como peças centrais da temporada, ampliando o escopo do universo da série.
Stallone, por sua vez, afirmou em entrevistas que “Dwight ainda tem muita guerra para travar”, reforçando que seu personagem deve se tornar ainda mais estratégico — e perigoso.
Por que Tulsa King funciona tão bem?
A série combina três elementos que não costumam aparecer juntos:
| Um protagonista veterano vivendo o auge moral e físico, não a decadência.
| Uma cidade improvável, onde o crime organizado parece quase surreal.
| Humor involuntário e brutalidade autêntica, equilibrados com cuidado.
É entretenimento na medida certa: exagerado, carismático, violento e surpreendentemente humano.
Conclusão
Após três temporadas marcantes, Tulsa King se firmou como uma das séries mais criativas da atual geração — um híbrido de drama criminal moderno com a escola clássica dos filmes de Stallone.
A quarta temporada promete ampliar o escopo da narrativa e consolidar Dwight Manfredi como um dos personagens mais interessantes já criados para a TV na última década.
Até lá, resta ao público revisitar Tulsa, seu estranho charme e o irresistível caos organizado do General.